quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Caça? Sou contra

Autor: Sydney Rezende


Nunca me identifiquei com a arte de matar. Perfilo ao lado dos que cultivam o diálogo, afeto, troca de conhecimento. E por fé inabalável aceito o uso de armas letais só em situações extremas.
Não tem o direito de aniquilar a integridade física de ninguém. Por princípio, sou contra assassinar o outro. Não sou um budista que com o coração grande busca a harmonia cósmica. 
Mas minha índole se reconforta com o respeito ao outro. Principalmente aos mais fracos fisicamente do que eu.


Leia o texto integral AQUI.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Contando as novidades a um amigo que está distante

Em memória do meu grande amigo Sérgio Luiz Gomes de Lima, que adorava animais.

Acontecimentos que você não viu, meu amigo

Você me disse, brincando, que eu era louca para ser vegetariana num estado como o Rio Grande do Sul. É , foi uma conscientização muito lenta e definitiva. Veio devagarzinho, porque eu não aguentava me sentir tão hipócrita de amar uns animais e me alimentar de outros.Foi esse o ponto em comum, amar animais, você era gateiro como eu. No comecinho de outubro Momo, ou Mimosa, aquela gatinha linda que parecia uma vaquinha teve filhotes no meu quarto e ali fez seu reduto. Ela tinha passado uns dias longe de casa, até suspeitava que tivesse outro lar, mas cada vez que combinava com o veterinária para castrá-la ela sumia, parece que adivinhava... Pois é, quatro lindos bebês nasceram no dia 7 de outubro, um deles, o mais cretino, deixava a mãezinha dele e vinha deitar ao meu lado.

Aquele candidato protetor de animais aí de Campinas venceu, você me disse que votaria nele mesmo que fosse no hospital. Santa Catarina passou por uma tragédia, muitas pessoas e muitos animaizinhos morreram, outros tantos ficaram desprotegidos. Tenho certeza absoluta que você seria mais um a ajudar.

Um dia chegou até o portão aqui de casa uma jovem senhora e me chamou, perguntou-me se eu fazia parte da associação de proteção aos animais. Ela trazia um cachorro nos braços. Achei que ela queria me trazer o bichinho para doar, eu disse-lhe que não recebia animais, que era uma protetora independente sem vínculo a entidade de proteção aos animais. Aí ela começou a chorar e disse que não tinha a quem recorrer e que alguém lhe disse que eu poderia ajudar. Ela explicou-me que a cadelinha estava tentando ter filhotes há dias e não conseguia e ela tinha medo de perdê-la. Fiquei muito comovida com o amor que ela tinha por aquele bichinho e o quanto estava assustada com o estado de saúde dele. Pedi para esperar-me e fui ligar aos veterinários e não consegui nenhum, era domingo de manhã. Liguei então para o hospital veterinário e lá fui eu com a minha nova amiga. A cadelinha foi submetida a uma cesariana e castração, os filhotinhos estavam podres dentro dela. Fomos buscá-la segunda-feira pela manhã. A conta foi muito salgada, assumi os custos porque essa senhora era extremamente pobre e, acredito, mal tinha o que comer. Eu não sei como um hospital veterinário pode cobrar mais que clínicas particulares. O meu orçamento ficou comprometido e algumas castrações que pretendia fazer tive que adiar.

Falando em castrações, consegui uma veterinária do bem que me cobra um preço bem mais baixo que os demais, isso tem me dado um certo alívio, porque os custos estavam muito altos. Você sabe bem como é isso.

Eu sei que você estaria me dizendo que eu superaria tudo isso, aliás, você sempre teve essa capacidade de me enxergar maior do que realmente eu era. Mas vou continuar fazendo de conta que acredito. Fiz um jardim, plantei flores, quebrei calçadas, botei os pés na terra...E os dias vão passando, alguns dias com sol, outros com chuva, gostaria de te dizer que a natureza segue seu ritmo natural, mas não é bem assim, coisas estranhas acontecem, ou chove demais ou é secura demais. Termino meu curso de educação ambiental achando que tudo é o começo. Estou fazendo a minha monografia, é sobre degradação dos solos. Você sabe, solo é vida e é fonte de alimentos. A mãe Terra, nossa nave, precisa de um pouco de paz.

Um beijo e me aguarde!
.
Sérgio faleceu em dezembro de 2008, depois de ficar dois meses internado em um hospital tentando se recuperar de uma cirurgia de ponte safena. Anjos vão embora cedo...

sábado, 15 de novembro de 2008

Animais em circo - Por favor, ajudem a acabar com essa barbárie!


Seguindo o apelo feito pelos amigos Antônio Apasolini e Karla Nogueira, lanço o meu pedido para que assinem petição contra animais em circo.
“A idéia de achar graça na visão de animais selvagens coagidos a agir como desajeitados seres humanos, ou a excitação ao ver perigosas feras reduzidas a covardes retraídos por causa de um treinador com chicote em punho é primitiva e medieval. Tal visão de mundo advém do velho conceito de que somos superiores às outras espécies e que temos o direito de manter nosso domínio sobre elas. O primeiro auge desse conceito foi visto durante os massacres no circo romano e, desde então, tem sido mantido vivo através dos ensinamentos religiosos que insistem em colocar o gênero humano acima e apartado de todo o resto da criação.”

Causou comoção, convém lembrar, a crueldade a que foram submetidos três leões, que foram abandonados por um tradicional circo, dentro de uma jaula, em uma praça pública da cidade de Sumaré. Os animais foram encontrados em gravíssimo estado de saúde, como revelou o laudo pericial.

Conforme o documento citado, devido ao estado de inanição, o macho não suportava mais o peso de sua cabeça, apresentando enorme dificuldade para se alimentar. A magreza lhe deixava visível a ossatura; lesões de pele cobriam-lhes várias partes do corpo, sugestivas de queimaduras na testa, prática comum em circos. O animal foi mutilado, pois não possuía garras na pata esquerda; seus caninos superiores foram serrados. Apresentava atrofiamento muscular na coxa, quadril, anca e peito. Uma grande infecção acometeu-lhe a boca e a pata anterior. O animal não era capaz de manter a língua dentro da cavidade oral, apresentando completo relaxamento muscular, indicativo de lesão cerebral. O adiantado grau de desnutrição e de desidratação tornou o felino apático, sem reação a qualquer estímulo. Cerca de vinte dias após terem sido os animais resgatados, o macho veio a óbito.

Irrefutável, deste modo, que não só os animais foram submetidos a terríveis e constantes maus-tratos pelos circenses, mas também expostos à crueldade de serem abandonados em uma situação de confinamento, da qual só poderia decorrer a agonia de uma morte lenta provocada pela privação de água, de alimento e de outros cuidados que devem ser ministrados a animais confinados.

Em foto publicada pelo jornal “Diário Regional”, de 29 de janeiro de 2004, evidencia-se a perversa forma com que os animais são explorados pelos circenses, ao registrar o momento em que a elefanta é forçada a equilibrar-se em um pequeno tambor, onde terá que erguer uma de suas patas. Trata-se de grotesca simulação de equilibrismo, comportamento humano, estranho à sua espécie e ofensivo à sua natureza; indiscutível crueldade que depõe contra a espécie humana e lhe denuncia a arrogância da superioridade que insiste em se arrogar.

Fonte: excerto de representação oferecida por Vanice Teixeira Orlandi, em nome da UIPA, União Internacional Protetora dos Animais, ao Ministério Público do Estado de São Paulo.
APASFA - Associação protetora de animais São Francisco de Assis

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Achei um gatinho bebê, o que devo fazer?


Se você dispõe de paciência, tempo, amor e determinação, você está apto a realizar esta trabalhosa tarefa. E acredite, a recompensa pelo trabalho no final é imensa.
É trabalhoso sim, mas o período mais difícil, trinta dias iniciais de vida, é bem curto.
Hoje existem produtos no mercado, como leite em pó para gatinhos e mamadeiras próprias, que facilitam bem a tarefa.

Se você encontrou um bebê gato, a primeira coisa a fazer é levá-lo a um veterinário assim que for possível. Ele irá examiná-lo, ver seu estado de saúde, calcular sua idade e orientar você a respeito dos cuidados, vacinas, etc.
Se notar que o gatinho está muito desidratado, não responde a estímulos, debilitado por não se alimentar há muito tempo, você pode dar Pedialyte sem sabor, que se compra em qualquer farmácia, ou passar glucose de milho (Karo) na sua gengiva para elevar o nível de açúcar no sangue. Com isso você ganhará um tempo precioso para conseguir chegar ao veterinário mais próximo.
Se você já tiver outros gatos em casa, o gatinho deverá ficar de quarentena. Isso evitará que ele passe, caso tenha, alguma doença para os gatos já existentes.
A separação também evitará acidentes, já que ele é pequeno e indefeso. Os mais velhos podem considerá-lo uma ameaça, um estranho que invadiu seu território. É necessário um tempo de exposição lento e gradual, sob supervisão, para que se acostumem uns aos outros. Mas não nessa fase do pequeno.

Providencie uma caixa de papelão forte. Se estiver em época de frio, forre com bastante jornal, toalhas velhas mas macias, cobertores velhos, etc. para deixá-lo aquecido. Isso é muito importante. O frio pode matar um filhote em pouco tempo. Se no lugar onde você mora faz muito frio, será necessário algum tipo de aquecimento, como uma bolsa de água quente colocada debaixo de toalhas. Mas por favor CUIDADO, não é para assar os pequenos, mas sim aquecê-los.
A caixa dos gatinhos deve ficar em local protegido de correntes de ar, calmo e com pouco barulho. Você pode colocar uma tolha por cima da caixa, deixando, é claro, uma abertura para a passagem e renovação de ar. A tolha manterá a caixa aquecida e no escuro, ajudando os pequenos a dormir.
Se você tiver algum bichinho de pelúcia ou algodão, lavável, pode colocá-lo na caixa. Assim eles terão a sensação de estarem com a mãe e ficarão mais tranqüilos.

Procure num bom Pet Shop por leite em pó específico para gatos e mamadeira. Em caso de emergência, até conseguir comprar o necessário, você pode improvisar com conta-gotas ou mesmo pequenas mamadeiras para bebês (chucas) tomarem chá ou remédio. Use leite para bebês, como o Nanon ou mesmo leite de vaca, mas isso por muito pouco tempo, já que esses tipos de leite causam diarréia.
Se onde você está não existe leite para gatinhos, você pode utilizar uma receita especial de suscedâneo:
Receita do Suscedâneo:

1 litro de leite Integral
2 gemas
2 colheres de sopa de creme de leite
1 colher sopa de açúcar
1 pitada de sal

Modo de Preparo: Bata as gemas, acrescente o leite e coloque a ferver.
Quando estiver fervendo, coloque os demais ingredientes. Deixe esfriar.
Dar a mamadeira a filhotes tão pequenos pode ser um grande desafio. Mas tenha calma e paciência. É tudo uma questão de tempo, prática e adequação para ambas as partes.
O importante é que o filhote se sinta estimulado a mamar. No início não vai ser fácil, já que ele não irá reconhecer naquela coisa de borracha as tetas de sua mãe. Mas a fome e o instinto de sobrevivência sempre falam mais alto. Para que ele não desista de sugar o bico da mamadeira, o tamanho do furo é muito importante. Se for muito pequeno ele se cansará logo e desistirá de mamar. Mas também não pode ser tão grande que ele se engasgue.
Se o gatinho se recusar a mamar, tente mudar a posição da mamadeira, do bico na boca, mude a posição do gatinho, até descobrir a forma que dá mais certo. A minha Docinho só mamava de barriga pra cima, em qualquer outra posição ela se recusava a mamar.
Se depois de tudo, ele continuar a se recusar, procure a ajuda de um veterinário.
Fique atento à quantidade que o gatinho mama e se perde peso. Eles devem mamar com intervalos regulares, que vão se espaçando a medida que crescem. Com 4 semanas, época do desmame, eles mamam apenas 2 vezes ao dia, já que comem papinha além da mamadeira.
Com 3 semanas você pode iniciar o processo de desmame. Geralmente não é difícil e os pequenos gostam de experimentar novos sabores. Acrescente ao leite, um pouco de sopa de bebê, batida no liquidificador.
Essa sopa é feita com legumes variados, carne branca de frango, um cereal (arroz, aveia, ou outro), um pouquinho de sal. Deixar cozinhar bem e depois de frio bater no liquidificador até ficar homogêneo. Ofereça morna.
Com 4 semanas ofereça a sopinha num pires, em pouca quantidade. Eles vão se sujar, mas estão aprendendo a comer sozinhos, e isso é ótimo pra você!
Após a festa, limpe-os com pano úmido em água morna, seque-os bem para que não sintam frio.

Outro ponto importante é a higiene. Você certamente não irá gostar, mas terá que substituir a mãe nessa tarefa também. Quando muito pequenos, os gatinhos só evacuam e urinam quando estimulados pelas lambidas da mãe, quando esta os lava após as mamadas. Calma, você não precisa lambê-los! Um algodão embebido em um pouquinho de água filtrada morna já faz o serviço. Aproveite para limpá-los de resíduos de leite, fezes e urina, para que o local onde dormem e passam todo o tempo esteja sempre limpinho. Troque regularmente toalhas, jornais, etc.
Até abrirem os olhos, por volta de 10 dias, os gatinhos costumam produzir muito pouca fezes. Mas se não fizerem nada por mais do que dois dias, procure a ajuda do veterinário.
Com 3 semanas de idade, você pode fazer aos pequenos a primeira apresentação a uma caixa sanitária. Utilize uma caixa baixa e pequena, coloque um pouco de granulado sanitário e deixe que explorem a caixa. Se puder coloque um pouquinho das “necessidades” na caixa, isso irá ajudar na aprendizagem. O instinto de enterrar na areia é natural e não precisa ser ensinado.
O período de 2 a 7 semanas é muito importante para a socialização. O contato positivo com humanos diferentes nessa fase, fará com que o gato cresça amistoso.
Fonte: Beco dos Gatos


Minha experiência:
Coloquei duas garrafas pet com água quente, cada uma enrolada em uma fronha velha, para aquecê-los. Às vezes a água escapava das garrafas, por isso é essencial verificar se estão bem fechadas. Isso ajudou-os a suprir a falta da mãezinha. Quanto ao leite, usei uma adaptação do leite publicado no site. Fiz assim: misturava em 1/2 litro de leite uma gema, uma colher de sopa de creme de leite e uma colher de mel e aquecia em banho-maria. Dava o mamá de três em três horas já que eles eram recém-nascidos. Sobreviveram e ficaram lindíssimos. Ele é o Bebê.

Imagem: Fio bebê

sábado, 6 de setembro de 2008

Em defesa dos equinos 2




Muitas vezes, após longos anos de serviços prestados, os cavalos são abandonados.

Vítimas de maus-tratos e abandono, esses animais contam apenas com a solidariedade humana para poupá-las dos trabalhos forçados.

Negligência, desumanidade, irresponsabilidade, barbárie. Esses são alguns dos adjetivos que resumem o tratamento dispensado aos nossos cavalos de rua.

Esses animais são mal alimentados, mal ferrados, não recebem qualquer atendimento veterinário, sendo obrigados a trabalhar além de suas forças, mesmo doentes e famintos.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Em defesa dos equinos



VOCÊ PRECISA CONHECER A VERDADE!


Mais uma vergonha nacional. Os cavalos e jumentos são tratados no Brasil como objetos. São explorados sem um mínimo de respeito e dignidade e quando não atendem mais as necessidades dos seus "donos", são descartados. Abandonados em beiras de ruas e estradas à própria sorte, normalmente acabam sendo atropelados e ainda considerados culpados por atrapalhar o trânsito. São entregues à matadouros quase na sua totalidade clandestinos para um abate cruel e geralmente são repassados para o comércio como carne de boi, pois não é hábito brasileiro comer carne da cavalo. Já é hora dos direitos dos animais serem respeitados e as leis serem cumpridas. No Brasil não há estatísticas sobre o assunto, até porque muito pouca importância é dada à ele, mas podemos ver as estatísticas americanas e canadenses e por elas termos uma noção do que certamente também acontece por aqui...


Dados do site "Eqüine Advocates": 100.000 cavalos são abatidos anualmente nos EUA e Canadá, fora os que são enviados para abate no México (dados de 1998). Entre os anos de 1980 e 1998, cerca de 4.000.000 cavalos foram abatidos para consumo (esses dados foram fornecidos pelo Ministério da Agricultura dos 2 países). A maior parte desses animais são "descartados" das pistas de corridas.


No Brasil a realidade é um pouco diferente. O abate é clandestino, com sofrimento descabido do animal e a maioria dos cavalos que acabam num matadouro são roubados ou vendidos por ninharia por seus próprios "donos" quando estão velhos, doentes ou fracos. Muitos deles são de propriedade de carroceiros que os exploram expondo-os ao trânsito em vias de alta velocidade, obrigando-os a carregar peso acima de sua capacidade, exigindo que os animais subam e desçam ladeiras, muitas vezes de paralelepípedo, chicoteiam constantemente o animal que normalmente está sem alimentação e água e trabalham por horas e horas à fio, e em muitos casos ainda são alugados à noite para outro carroceiro. Nem as éguas prenhas escapam a tanta crueldade. E isso tudo é só o começo!


(texto Lenita Ouro Preto)
Fonte: Associação Protetora dos Animais São Francisco de Assis

domingo, 10 de agosto de 2008

Como é difícil dar remédios para gatos!

Dar remédio para os gatinhos é uma das coisas mais difíceis de se fazer. Alguns são mais dóceis que outros, mas a Teylor percebe de longe quando vou dar medicamento a ela. Dia desses estava dando um vermífugo oral para um deles e nem tinha percebido que ela estava por perto, de repente vi que ela saiu correndo porta a fora e ficou me olhando com uma carinha estranha.
Achei interessante o texto publicado na página da UOL Bichos e resolvi publicar o texto sobre como administrar medicamento em gato devido a minha grande inapetência em fazer isso.

Como administrar medicação oral em um gato

Uma parte importante dos cuidados com gatos é saber como tratar o seu gato doente, especialmente a administração de medicação oral. Gatos não gostam de tomar remédios, assim como as crianças. Também é difícil porque os gatos não entendem o que você está fazendo, e por quê você está fazendo aquilo. É importante que um gato receba a medicação de que precisa sem cuspi-la. A seguir alguns métodos para ajudá-lo a administrar medicações orais, líquidas ou em pílulas, a seu gato.

Líquidos
Passo 1: contenha o gato. Coloque sua mão direita sobre o corpo do gato e sob o peito de forma que o peito repouse sobre a palma de sua mão. Levante o gato firmemente contra você de forma que o corpo dele esteja seguro entre seu antebraço e seu corpo.
Passo 2: se houver um assistente disponível, coloque o gato sobre uma mesa ou bancada. Faça com que o assistente coloque as duas mãos cuidadosamente em volta dos ombros do gato, porém firmemente, e empurre o gato contra a mesa de forma que ele não possa usar as patas dianteiras para arranhar.

Líquidos, passo 2
Passo 3: se o gato estiver de alguma forma agressivo, peça ao assistente que envolva todo o gato, exceto a cabeça, em uma toalha grande.
Passo 4: cuidadosamente mantenha a boca do gato fechada e levante levemente sua cabeça.
Passo 5: usando um conta-gotas plástico ou uma seringa inserida no canto da boca do gato, coloque o líquido para dentro da boca aos poucos, permitindo que cada porção seja engolida antes de dar mais.
Passo 6: cuidadosamente friccione a garganta do gato para estimular a deglutição.

Pílulas
Passo 1: coloque uma das mãos sobre a cabeça do gato de forma que os dedos polegar e indicador fiquem bem atrás dos dentes caninos, com a cabeça do gato repousando sobre a palma de sua mão.
Pílulas, passos 1, 2, e 3
Passo 2: cuidadosamente incline a cabeça do gato para trás de modo que o focinho aponte para cima.
Passo 3: empurre o dedo polegar na direção do indicador; a boca do gato se abrirá.
Passo 4: segure a pílula entre os dedos polegar e indicador da sua outra mão. Use seu dedo médio para empurrar para baixo a mandíbula inferior e mantê-la aberta. Coloque a pílula tão profundamente quanto possível na garganta.
Passo 5: feche a boca do gato rapidamente, e cuidadosamente friccione sua garganta para estimular a deglutição.
Se o gato é difícil de lidar, você precisará de ajuda para imobilizá-lo. Se a pílula for muito grande, lubrifique-a com vaselina ou manteiga.


Fonte: Sheldon Rubin, DVM. "HowStuffWorks - Como administrar medicação oral em um gato".

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Os ventos que às vezes levam algo que amamos...


"Os ventos que às vezes levam algo que amamos, são os mesmos que trazem algo que aprendemos a amar...por isso não chore pelo que foi tirado e sim, ame o que foi dado. Pois, tudo aquilo que é realmente nosso, nunca se vai para sempre..."

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Adeus, minha linda Fefê!


Eu nunca vou te esquecer, minha bebezinha linda. Lembrarei sempre de quando acordava de três em três horas prá te dar mamazinho na seringa e de ti enroscadinha em mim nos dias frios. Os dias ficaram cinzas, volta e meia uma lágrima cai e aquele nó na garganta não se desfaz. O que fazer com tanta saudade?

domingo, 20 de julho de 2008

Selo "Nos une la mistad"


Recebi da Vic, do blog Nossos Amigos Animais, o selo "Nos une a amistad". Muito Obrigada, Vic, pela distinção. Repassarei para cinco blogs assim que for possível.
Um beijo.

domingo, 6 de julho de 2008

Temperaturas normais nas espécies domésticas

Um dos dados mais importantes do exame do estado de saúde de um animal é a tomada de temperatura por meio de um termômetro inserido no reto. O aparelho deve ser cuidadosamente introduzido, às vezes com uso de vaselina, de modo que o depósito de mercúrio fique em contato com a mucosa do intestino (o reto). Como muitos animais oferecem resistência à tomada de temperatura é conveniente que a operação dure pouco tempo, com o emprego de termômetros clínicos que em trinta segundos marcam a temperatura corretamente. É preciso que a coluna do mercúrio seja previamente baixada de pelo menos um grau abaixo da temperatura normal do animal em exame. Para facilitar a colocação, o termômetro deve ser lubrificado com vaselina, óleo ou mesmo água. A introdução jamais deve ser forçada a fim de que o animal não se assuste e quebre o aparelho com movimentos violentos.
Em geral, a temperatura é mais elevada nos indivíduos mais novos ou após um exercício violento, nas horas mais quentes do dia e nas vacas de alta produção leiteira. É mais baixa nos animais muito velhos e nos que se apresentam em estado de coma e de caquexia.


Temperaturas normais nas espécies domésticas
Animal : Temperatura em ºC


Cavalo: 37,5 - 38,5
Potro:37,5 - 39,0
Boi: 38,5 - 39,5
Vaca: 37,5 - 39,5
Bezerro de seis meses: 39,0 - 40,0
Ovelha e Cabra: 39,0 - 40,5
Porco: 38,0 - 40,0
Leitão até 3 meses: 39,5 - 40,1
Cão grande: 37,4 - 39,0
Cão pequeno: 38,0 - 39,0
Gato: 38,0 - 39,0
Galo e galinha: 41,5 - 42,5


A elevação de temperatura acima do normal indica febre, geralmente caracterizada por outras perturbações, como aceleração do pulso, dos movimentos repertórios e calafrios.


Fonte de consulta: pea.org.br
Imagem: internet

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Guia de Primeiros Socorros para Cães e Gatos

MEDIDAS GERAIS: ANALISAR SE O CASO É DE EMERGÊNCIA OU URGÊNCIA.

Emergência: Requer medidas imediatas das quais a vida do animal irá depender .
Exemplo: hemorragias, parada cardíaca e/ou respiratória, atropelamentos, envenenamentos, choques elétricos, afogamento, inalação de fumaça nos incêndios,etc..

Urgência: São casos de menor gravidade, mas que devem ser socorridos a tempo para que o animal não tenha complicações mais graves.
Exemplo: vômitos ou diarréias intensos, piometra (infecção uterina nas cadelas), ausência de urina por mais de 24hs, convulsões e outros.

SEJA QUAL FOR O CASO, PROCURAR MANTER A CALMA.
Em desespero, o proprietário pode cometer erros ou não conseguir colocar em prática uma medida simples, mas importante.

SEMPRE ANALISAR SE O ANIMAL ENTROU EM ESTADO DE CHOQUE.
Este estado significa um deficiente suprimento de sangue para os órgãos vitais e pode ser fatal.

Estado de Choque
Parada Cardíaca e/ou Pulmonar
Hemorragias
Cortes Profundos
Choques Elétricos
Queimaduras
Vômitos e Diarréias
Ataques Epiléticos
Picadas de Cobra
Fonte: http://www.pea.org.br/cuidados/primeiros_socorros.htm

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Pesquisas em animais

"A Vida jamais poderá ser compreendida nos termos que queria Descartes que, nos seres vivos, com exceção dos Humanos, via simples máquinas, relógios ou autômatos; robôs, como diríamos hoje. Mas esta visão ainda está bem viva, muito viva, por exemplo, nos laboratórios de toxicologia da indústria química, que submete milhões de criaturas indefesas - macacos, cachorros, gatos, ratos, porquinhos-da-índia e outros - por ela simplesmente classificados de 'cobaias', a torturas indescritíveis para, que em enfoque ridiculamente bitolado, estabelecer, entre outras abstrações indecentes, a 'dose diária admissível' dos venenos com que fazem seus grandes negócios. Esta visão, é triste dizê-lo, é comum em muito curso e aula de biologia, e nas modernas fábricas de carnes e ovos, eufemisticamente chamadas de 'criação confinada' e 'aviários'." (p.93, texto original de 1986)

(José Lutzemberger)
Texto retirado do site: http://www.ufrgs.br/bioetica/lutz.htm

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Festas juninas, fogos e animais

Fogos de Artifício


Os fogos são responsáveis por acidentes dos mais variados, principalmente com cães. E, em momentos de jogos e festas juninas, são ocasiões em que os animais mais se perdem de seus donos. Os animais se assustam facilmente e tendem a correr desorientados e sem destino.
Garanta condições mínimas de segurança, evitando ambientes conturbados e barulhentos. Dê-lhe paz e tranqüilidade.


Os perigos dos fogos


- FUGAS – Perdem-se e podem ser atropelados, causarem acidentes ou morrer, ou esconderem-se e ficarem aprisionados em lugares de difícil acesso, como esgotos e bueiras.
- COMPORTAMENTO DESESPERADO – Enforcam-se na própria coleira, atiram-se pelas janelas (até de alturas superiores), atravessam portas de vidro, batem a cabeça contra paredes ou grades, afogam-se em piscinas. Estão sujeitos a mutilação ou morte.
- BRINCADEIRA COM FOGOS – Podem abocanhar rojões, achando que é um objeto para brincar e ficarem gravemente feridos. Deixe-o longe de onde estiverem soltando fogos.
- TRAUMAS, BRIGAS, ATAQUES – Estão sujeitos e mudança de temperamento, ficando agressivos, atacando pessoas, animais com quem convivem ou o próprio dono.
- PROBLEMAS NEUROLÓGICOS – Podem sofrer convulsões, perder a audição e outros problemas neurológicos.
- PARADAS RESPIRATÓRIAS.


RECOMENDAÇÕES
CÃES
- Para abafar o som, colocar cobertores pesados em janelas, no chão ou sobre o animal.
- Não deixar muitos cães juntos, pois excitados pelo barulho, podem brigar até a morte.
- Distraia o animal, aumentando, aos poucos, o volume do som ou a TV, para acostumá-los com sons altos.
- Procurar um veterinário para sedar o animal que não possam ficar dentro de casa. Animais acorrentados podem acabar se enforcando com a própria corrente.
- Alguns veterinários recomendam tampões nos ouvidos.
-Calmantes naturais.


GATOS
- Ceda um quarto com cama e armário aberto ou faça tocas com cobertores, formando abrigos confortáveis. Os gatos devem ficar todo o tempo recolhidos nesse quarto, onde se sentirão mais seguros.
- Colchas, colchões e cortinas nas janelas abafam os estrondos dos fogos.
- Retire qualquer objeto que possa ser quebrado pelo animal.
- Deixe água e comida nos cantos para evitar sujeira.
- Se os seus gatos vivem soltos na rua, recolha-os com antecedência e proceda da mesma maneira.


Texto retirado do site: http://www.apaab.org.br/Content/Noticias.aspx?id=85

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Equinos: a escravidão animal na rua

Talvez uma das formas mais visíveis de escravidão animal seja a dos eqüinos, por conta de seu uso para tração, além se serem usados em fazendas e em 'esportes'. Ao passo que os animais de fazenda são mantidos longe do contato com o público (até eles aparecerem esquartejados em supermercados e açougues), os animais usados em tração circulam entre nós. O Fantástico alguns meses atrás mostrou uma matéria sobre crueldade contra animais pelo Brasil afora que ilustrou bem o horror que é a vida desses animais que são obrigados a trabalhar muito além de seu limite físico, sem alimentação e cuidado veterinário adequados. Não se engane: o carroçeiro não é um trabalhador, mas sim um escravizador de animais. Trabalhador é quem usa os próprios braços para executar um serviço.


O problema, infelizmente, é mundial. Mesmo uma cidade de primeiro mundo como Nova Iorque permite o uso de charretes como 'atração turística', ignorando completamente o pavor que o cavalo sente no meio do trânsito de uma metrópolis como aquela. Um novo filme chamado Blinders faz parte de uma campanha para abolir as charretes em Nova Iorque. O website do filme inclui uma petição para o prefeito de Nova Iorque.
Se na sua cidade existem carroças circulando pelas ruas, peça a prefeitura para proibí-las. Regular o seu uso não adianta nada para os cavalos, que continuarão a ser explorados além do limite suportável. Um exemplo de uma iniciativa local é uma petição para acabar com o uso de charretes em Paraty no Rio de Janeiro. Apoie a iniciativa.


Texto retirado do site:http://loboreporter.blogspot.com/2008/06/eqinos-escravido-animal-na-rua.html

sábado, 24 de maio de 2008

O mito do gato e a toxoplasmose

         
           Depoimentos de mulheres grávidas que não se desfizeram de seus gatos. Parabéns a elas! Grande parte de obstetras aconselham a fazer isso, utilizando os gatos como únicos vilões da "toxoplasmose".
          "Quem ama gatos sempre tem uma simpatia cúmplice por outros amantes de gatos. É maravilhoso vê-los, observá-los. Entrei nessa há pouco mais de um ano. Nunca tive gatos e um dia inventei essa história, Deus sabe porquê... Hoje sei que são eles quem nos escolhe e que são místicos e minha vida é bem melhor. Troquei de médico recentemente porque engravidei pela segunda vez (tenho uma filha de 6 anos que é louca por eles) e o cara torceu o nariz e disse que era para "me livrar dos gatos"... Minha gata estava prenha e falei isso... acho que quem não se comove com os animais não pode ser sensível ao ponto de trazer bebês ao mundo. Infelizmente os gatinhos - eram 2 - morreram e tive que castrá-la por causa de uma septicemia. Agora meus 3 gatos estão castrados e felizes. (Fabiana Monteiro) "

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Por que ajudar animais e não seres humanos?

Em que mundo você vive?


Tudo o que existe deve ser cuidado, o ar, a água, as plantas, os animais e os seres humanos. Você pode colocá-los na ordem de importância que desejar, mas não pode ignorar nenhum deles. Seria muito simplista pensarmos que nossa espécie poderia sobreviver se dedicássemos apenas aos seres humanos os nossos esforços e cuidados. Você sobreviveria com água e ar poluídos? E olhe que esses elementos nem vivos são. 
Não vivemos numa redoma de vidro. Quanto mais bem-estar distribuírmos, melhor será a nossa existência.
Quem ajuda os animais, ajuda os seres humanos.


As ONGs de proteção animal auxiliam o poder público no controle das zoonoses, ou seja, das doenças que os animais podem transmitir para os humanos, especialmente no caso dos domésticos. Fazem isso de uma forma humanitária, através de campanhas de vacinação e castração gratuitas ou a baixo custo, tratamento de animais doentes, entre outras ações. Com isso, crianças e adultos, especialmente os mais carentes, podem conviver com seus animais de forma saudável e segura.


Quem protege os animais, inibe a violência contra os seres humanos.


Diversos estudos comprovam que os indivíduos que praticam violência contra os animais, fatalmente irão cometer atos violentos contra seus semelhantes. As comunidades que punem essas atitudes ainda na raiz, na verdade estão criando mecanismos de proteção que darão bons frutos futuros.


Quem convive com os animais aprende os mais preciosos valores humanos.


Numa sociedade tão individualista, os animais são como um sopro de esperança. Com eles aprendemos sobre a solidariedade, o amor ao próximo, a tolerância, a celebração da vida e a simplicidade.


Quem tem o amor de um animal encontra forças para vencer as piores dores humanas.


Quem não conhece os famosos "doutores de quatro patas" que levam alegria às crianças nos hospitais e aos idosos nos asilos. Conforme o depoimento do Veterinário Luiz Scotti (ZH - Guia dos Mascotes de 23/08/07), "em contato com os bichos, as crianças ficam mais compreensivas e obedientes na hora da medicação." Sabe-se também que a presença de um animal em casa tem o "poder" de reduzir a pressão sanguínea de pacientes hipertensos e estimular idosos para caminhadas e interações com outras pessoas. Crianças com dificuldades de relacionamento e problemas de aprendizagem também se beneficiam com a presença de animais.


Os animais ajudam os humanos nas tarefas diárias.


Quem não se emociona ao ver cães ajudando bombeiros em resgates? Quem não admira a ajuda que um cão-guia presta a seu amigo deficiente visual? Quem não aplaude um animal que pelo seu delicado olfato consegue encontrar drogas e tirá-las de circulação? E os animais recebem por tudo isso apenas alimentação, abrigo e carinho, nada mais. Não são exibicionistas ou vaidosos e nem competem com seus companheiros de forma desleal. Têm uma postura a ser copiada por qualquer humano - competente e ética.


Quando a mente não é pequena, o coração dos humanos se engrandece.


Quando optamos por ajudar animais, nada nos impede de também ajudar pessoas. Por que uma ação de solidariedade excluiria a outra? Quem ajuda animais normalmente também ajuda entidades que dedicam cuidados aos seres humanos. Essas pessoas já ampliaram sua visão sobre esse assunto e sabem que o bem-estar do planeta vai muito além de seus umbigos. Por isso, questione aquele que faz essa pergunta. A quem ele ajuda? Honre diariamente sua escolha e quando lhe fizerem essa pergunta responda com a calma e elegância própria daqueles que por convicção acreditam no que fazem.


Nosso carinho aos animais e aos amigos dos animais. Amar e respeitar TODOS os seres vivos é um dos muitos caminhos que levam à PAZ.


Texto elaborado pela equipe do Projeto Bicho de Rua

sábado, 3 de maio de 2008

Boicote a Procter & Gamble

Uma das maiores vilãs do mercado de consumíveis em termos de experimentação animal é a gigantesca Procter & Gamble (P&G). A empresa admite usar porquinhos da Índia, coelhos, hamsters, ferrets, ratos e camundongos em suas 'pesquisas de segurança de produto', inclusive gatos e cachorros em comida para eles. Esses testes são letais, dolorosos e cruéis e muitos deles são realizados simplesmente para que o produto carregue aquela faixa dizendo 'nova fórmula.'
É fácil evitar a Procter & Gamble no supermercado porque seus produtos são bastante reconhecíveis. O portfolio nacional inclui:ACE, ALWAYS, ARIEL, BOLD, CREST, ELA, HEAD AND SHOULDERS, HIPOGLÓS, METAMUCIL, NOXZEMA, PAMPERS, PANTENE, PASTILHAS VICK, PERT PLUS, POP, PRINGLES, SCOPE, SEIVA DE ALFAZEMA.Além dessas, a P&G é dona da Gillette (inclusive Prestobarba), Wella, Oral-B e Duracell. Em dúvida, olhe na embalagem porque eles tem que mencionar a marca P&G. Visite a lista internacional para mais informações (tem muita marca de perfume que usa P&G, inclusive Gucci e Dolce & Gabbana, então é bom estar atento).Dia 17 de maio é o dia internacional de boicotar essa empresa. Existe um website dedicado ao boicote que pode ser acessado aqui, onde você pode também firmar seu compromisso de evitar produtos dessa financiadora colossal de assassinatos de animais.
Texto retirado do site: http://loboreporter.blogspot.com

sábado, 26 de abril de 2008

Programa Astros do Rodeio - Rede Bandeirantes de TV

Um incentivo à violência: é dessa forma que os rodeios podem ser encarados. Tal prática causa sofrimento e grande stress aos animais, e mesmo assim existem pessoas que se divertem às custas de sua dor e flagelo.
Afirmar que cavalos, bois e bezerros não sofrem durante a realização de eventos como esse é negar o óbvio, já que aquele não é seu habitat, o animal não sabe o que está acontecendo, fica muito assustado com o barulho, as luzes, os maus-tratos. Além da tortura prévia, como choques e espancamentos, animais mansos são levados ao comportamento anormal de corcovear em desespero numa arena, pois estão sob o jugo de artifícios como o sedém, utilizado para comprimir sua virilha e seus genitais.
Hoje é fácil assistirmos a matérias e reportagens que tratem de assuntos relacionados à importância do meio ambiente, mas e os animais? Eles não fazem parte do que chamamos natureza? E quando se fala de respeito ao próximo, seria possível tratar do assunto limitando-se aos homens, e expondo outros seres a maus-tratos e exploração?
Querer iludir de que os animais não sofrem é um dos atos mais egoístas do ser humano, pois eles não falam como nós, nem recebem ajuda como nós quando nos encontramos em situação de risco. Sofrem em silêncio. Isso não é justo.
Os meios de comunicação têm, sim, uma função social a cumprir, e não apenas a de entreter. Quando se pensa em violência e crueldade, muitas vezes esquece-se dos animais, explorados das mais diversas formas. Assim, seus gritos dificilmente são ouvidos e seu sofrimento passa a ser ignorado. Até quando?
Não apenas os animais saem perdendo com tudo isso, mas a sociedade como um todo, ao apoiar, patrocinar e ensinar diversão às custas de sofrimento.
Informamos que, indo ao ar esse programa tão distanciado da moral, ética e civilidade, estaremos promovendo boicote à emissora e a todos os produtos dos patrocinadores.
Sem mais,
Instituto Nina Rosa - projetos por amor à vida Educação humanitária - um caminho para a paz

domingo, 20 de abril de 2008

O Movimento pelos Direitos dos Animais





Toda a vez que recusamos uma visita ao circo porque os elefantes são forçados a se equilibrar em bolas, e porque chicotes são estalados para obrigar os tigres a pularem através de aros em chamas, ou porque os cavalos, uma vez nobres quando em liberdade, são forçados a dançar e vestidos com ridículas plumas arrancadas de avestruzes. Toda a vez que dizemos "NÃO" à ingestão de cadáveres carbonizados de galinhas, perus, patos, vacas, bezerros, porcos e ovelhas, ou nos recusamos a nos comprometer pelo consumo de ovos, leite e queijo porque eles são os subprodutos dos açougues. 


Toda a vez que contestamos os privilégios que alguns cientistas se atribuem de manter inúmeros animais em cativeiro para usar como ferramenta de pesquisa, infligindo dor e sofrimento deliberadamente sem a mínima consideração sincera e significativa pelo bem estar físico e psicológico de suas vítimas. Toda a vez que desafiamos o status legal dos animais como propriedade, o qual permite inúmeros atos terríveis de crueldade por parte de indivíduos e legitimiza a exploração comercial institucionalizada dos animais por toda a parte. Toda a vez que afirmamos que os animais são indivíduos sensíveis com seus próprios direitos inatos à vida, à liberdade e à busca da felicidade.



Nesse momento é que então nós nos tornamos a liderança do movimento pelos direitos dos animais. Todos nós lideramos o movimento pelos direitos dos animais


A cada vez que agirmos em prol dos animais nos tornaremos seus representantes, e todos irão julgar nosso comprometimento com os animais e a sinceridade de nossas convicções baseando-se nos nossos atos, comportamento, linguajar e aparência.A cada vez que agirmos pelos animais fazendo demonstrações públicas, resgatando um animal abandonado, escrevendo uma carta aos jornais, visitando órgãos governamentais, participando de votações, lendo um livro sobre direitos animais, fazendo uma doação à algum abrigo, assistindo a um documentário e nos oferecendo como voluntários em alguma atividade em prol dos animais, nós estaremos demonstrando liderança na luta pelos direitos dos animais.A cada vez que consumirmos produtos sem crueldade, como vegetarianos, ou ainda, como vegans, nós seremos líderes do movimento pelos direitos dos animais.A cada vez que chamarmos a atenção para a liberação animal e falarmos contra a crueldade, seremos os líderes do movimento pelos direitos dos animais.


Como líderes de um movimento de justiça social que batalha pelos direitos daqueles que não podem falar por si mesmos, nós temos uma responsabilidade maior. Esse dever é especialmente desanimador quando nos lembramos que bilhões de indivíduos animais ainda são maltratados, explorados, negligenciados e mortos por membros da nossa espécie.
O Desafio da Liderança


Nós precisamos estimular uma liderança coletiva que englobe ações populares, nacionais e internacionais; uma liderança que utilize efetivamente as várias vantagens estratégicas de ação direta e de trabalho dentro do sistema político e legal; uma liderança que mobilize a opinião pública através do uso criativo da mídia de massas, das instituições acadêmicas, das igrejas, e de outras instituições públicas que constituem a sociedade.
Como liderança do movimento, no fim das contas, nós temos a responsabilidade pelo sucesso ou falha dos nossos esforços para libertar os animais da opressão humana. Isso é o porquê de ser tão importante que aprendamos a acomodar todas as diferenças que temos em nossa ideologias, estratégias e táticas.


O movimento de defesa dos direitos animais é uma comunidade diversa de indivíduos e organizações que compartilham a visão de uma sociedade livre de crueldade mas que partimos de diversas origens e por caminhos diferentes.O verdadeiro teste desse movimento é será fazermos com que a nossa diversidade seja a nossa força e não investirmos os sucessos vindouros em quaisquer ideologias, organizações ou indivíduos em particular.Celebremos cada um de nossos esforços individuais para libertarmo-nos de uma sociedade que é em maior parte cega para a exploração animal. Reconheçamos esses esforços para explicitar essa crueldade e construirmos um novo mundo no qual humanos e animais possam desfrutar plenamente.



Autor desconhecido
Tradução: Fernando Mendes

quarta-feira, 26 de março de 2008

Cura através dos gatos



Os gatos e nós

A maioria das pessoas acha que os gatos não fazem nada, são preguiçosos e tudo que fazem é comer e dormir. Não é bem assim! Você sabia que os gatos têm uma missão na nossa vida? Você já parou para pensar porque tantas pessoas hoje em dia têm gatos? Mais do que o número de pessoas que tem cães? Aqui está uma série de informações sobre a vida secreta dos gatos. Todos os gatos têm o poder de, diariamente, remover energia negativa acumulada no nosso corpo. Enquanto nós dormimos, eles absorvem essa energia. Se há mais do que uma pessoa na família, e apenas um gato, ele pode acumular uma quantidade excessiva de negatividade ao absorver energia de tantas pessoas.
Quando eles dormem, o corpo do gato libera a negatividade que ele removeu de nós. Se estivermos excessivamente estressados, eles podem não ter tempo suficiente para liberar tamanha quantidade de energia negativa, e conseqüentemente ela se acumula como gordura até que eles possam liberá-la.
Portanto, eles se tornarão obesos - e você achava que era a comida com que você os alimentava!
É bom ter mais do que um gato em casa para que a carga seja dividida entre eles. Eles também nos protegem durante a noite para que nenhum espírito indesejável entre em nossa casa ou quarto enquanto dormimos. Por isso eles gostam de dormir na nossa cama. Se eles verificarem que estamos bem, eles não dormirão conosco. Se houver algo estranho acontecendo ao nosso redor, eles todos pularão na nossa cama e nos protegerão.
Se uma pessoa vier a nossa casa e os gatos sentirem que essa pessoa está alí para nos prejudicar ou que essa pessoa do mal, o s gatos nos circundarão para nos proteger. Quando meus gatos começaram a fazer isso comigo, eu não entendia porque eles ficavam em cima de mim ou aos meus pés. Eu soube depois que eles estavam me protegendo. Então, meus ouvidos e meus olhos buscam imediatamente ver a reação dos meus gatos para ver o que eles farão quando alguém entra em minha casa. Se eles correm para a pessoa, cheiram-na e querem ser acariciadas por essa pessoa, eu sei que posso relaxar. Dívida a resgatar Se você não tem um gato, e um gato vira-latas entra em sua casa adotando-a como lar, é porque você precisa de um gato em casa nessa época em particular. O gato vira-latas voluntariou-se para ajudar e escolheu você. Agradeça ao gato por escolher sua casa para esse trabalho. Se você tem outros gatos e não pode ficar com o vira-lata, encontre um lar para ele. O gato veio a você por um motivo, desconhecido para você a nível físico, mas em sonhos você pode ver a razão para o aparecimento do gato nessa época, se você quiser saber. Pode acontecer de haver um débito cármico que ele tem que pagar a você. O espírito que o acompanha pode ter feito algum mal a você em outra vida e deve resgatar essa dívida protegendo você nesta vida. Portanto, não afugente o gato. Ele vai ter que voltar de um modo ou de outro para realizar esta obrigação. Os Gatos Nos Curam. Na época de Atlântida, os curandeiros usavam cristais em seus trabalhos. Os cristais eram usados como um canal de cura. Quando os curandeiros visitavam vilas distantes, eles não podiam usar os cristais pois o povo desconfiava deles achando que eles usavam magia negra. Como eles não podiam usar cristais, os curandeiros levavam gatos que exerciam exatamente a mesma função dos cristais. O povo não tinha medo dos gatos e permitiam que eles entrassem em suas casas. Desse modo, os gatos têm sido usado inúmeras vezes na arte da cura.

Texto retirado do site: http://www.luzanimal.org/
Imagens: www.superimagens.com.br

sábado, 1 de março de 2008

Dez coisas que você pode fazer pelos animais


1- Compre produtos de empresas que não testam em animais - Todos os anos milhões de animais são queimados e expostos a experimentos cruéis e desnecessários, para manter a indústria da vivissecção, que fatura milhões de dólares em todo o mundo. Com o crescimento recente de empresas que aboliram a experimentação animal, a tendência é se diminuir os testes. Cada vez que você compra um produto livre de crueldade, equivale a menos um dolar para as empresas que usam animais.Verifique os ingredientes de sabões, shampoos, cremes, cosméticos e procure a frase "não testado em animais". No site abaixo, também há uma relação de empresas que não usam animais.
http://www.geocities.com/RainForest/Vines/5011/empresasnao.html

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Abandono



Quarta-feira, 6 de fevereiro, tem um recado no orkut da Miriam, da AAPA (Associação dos Amigos e Protetores de Animais). Uma senhora havia ligado dizendo que tinha recolhido uma ninhada com três gatinhos recém-nascidos em frente da casa dela. Como já era noite, a Miriam pediu para que essa senhora ficasse com os bebês pelo menos durante aquela noite. Ensinou-lhe uma receita de um leite especial para bebês e como devia aquecê-los durante a noite com uma garrafa pet enrolada em uma toalha.


Quinta-feira, 7 de fevereiro, saímos às 10 horas eu e a Miriam para visitar algumas pessoas que tinham adotado cachorrinhos na feira de adoção há alguns dias atrás. Às 11 horas fomos à casa de dona Maria, a senhora que tinha recolhido os gatinhos recém-nascidos. Esse era o horário combinado em que ela estaria em casa. Quando lá chegamos fomos recebidos por uma senhora muito simpática que já havia adotado dois cachorros de rua. Ela nos explicou que na noite anterior havia chegado do hospital com o filho doente e não tinha condições de cuidar dos gatinhos recém-nascidos, já que eles necessitavam de muitos cuidados e atenção... Quando ela trouxe aquela caixinha de papelão, com três seres minúsculos, ainda com o umbiguinho, deu um nó na garganta... Quem é o monstro que tem a coragem de jogar fora criaturinhas tão indefesas??? Qual é a chance que teriam de sobreviver se não fosse a mão amiga da Dona Maria que os acolheu aquela noite?

Os bebezinhos choravam desesperadamente, tinham muita fome. Saímos correndo da casa da dona Maria em direção a uma farmácia para comprar uma seringa e um garrote (aquela borracha que prende no braço quando se mede a pressão) que serviria de bico para eles mamarem... Estava tão nervosa que a Miriam me pediu para deixá-la na rua mesmo e voar para casa. Queria ver se a gatinha da minha irmã, que tinha adotado um bebezinho maior, podia ao menos aquecê-los. Quando cheguei na minha irmã, a gatinha adotou imediatamente os bebezinhos e ela passou um dia e uma noite inteira com eles. Infelizmente o gatinho maior, na tentativa de fazer sair leite da mãezinha adotiva deixou-a com as tetinhas machucadas e com uma infecção. O veterinário pediu que afastasse o bebezinhos da mãezinha adotiva para ela poder se curar. Desde então, os bebezinhos tem sido mantidos aquecidos com uma garrafa pet com água quente e de três em três horas estão mamando um leitinho especial. Estão sobrevivendo, são pequenos guerreiros que têm muita gana de viver. Dois deles estão fortinhos, o menorzinho não sei se vai conseguir... Fico pensando, em algum ponto dessa cidade uma mãezinha felina deve estar sofrendo, procurando seus filhotinhos com as tetinhas cheias de leite... Quem teve a coragem de fazer isso?

Manhã de sexta-feira, 8 de fevereiro, recebo o telefonema da Leila, minha colega da pós-graduação: a cunhada dela e também nossa colega da pós havia perdido um filho de 17 anos, a idade dos meus filhos...Não sei o que pensar, não sei o que dizer, o nó na garganta se transformou em lágrimas. Vem a minha mente a música "Pedaço de mim" de Chico Buarque que retrata a dor de uma perda...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Por que é tão comum protetores de animais comerem carne?






A história da nossa espécie - Homo sapiens -, sobre a Terra é marcada por uma progressiva ruptura entre nós e o entorno, como nos ensina Milton Santos. Essa afirmação, verdadeira sobretudo para as sociedades industriais, nos obriga a refletir, entre muitas outras questões, sobre o fato de estarmos nos distanciando cada vez mais dos processos produtivos que fabricam diversos itens e produtos que consumimos no nosso dia-a-dia. Isso significa que pouco sabemos sobre o custo ambiental, social, etc, da maior parte desses produtos. Por exemplo, para ter acesso à eletricidade basta tocar o interruptor, e para saborear um pedaço de carne, basta escolher um bom corte no supermercado. Mas o processo de produção de diversos produtos que consumimos quotidianamente pode ser bastante predatório em muitos sentidos.


Nossa dieta alimentar, por exemplo, pode ser geradora de grandes impactos sociais e ambientais, dependendo se ela é basicamente vegetariana ou carnívora (rica em proteína animal, em geral). As dietas essencialmente carnívoras provocam hoje gigantescos impactos sociais e ambientais como destruição de habitats e perdas de biodiversidade; consumo exacerbado de recursos naturais renováveis e não renováveis (como água, solo, petróleo); poluição; destruição de pequenas propriedades rurais e exclusão social; além de estar associada com o aumento de incidência de diversas doenças como as cardiovasculares, obesidade, câncer, etc. Todas essas razões seriam suficientes para abdicarmos de uma dieta rica em proteína animal, pois tal dieta é insustentável. Entretanto, a questão central deste grupo de trabalho é o sofrimento infligido aos animais que são criados e abatidos para consumo humano. Enfim,

Por que é tão comum protetores de animais comerem carne?

A resposta, me parece, está pelo menos em parte ligada a essa ruptura entre nós e o entorno. Embora possamos prescindir de carne e outras formas de proteína animal para garantir uma boa saúde, muitos protetores de animais ainda comem carne unicamente porque, de um lado, não têm que matar o animal com suas próprias mãos, e de outro, desconhecem todos os sofrimentos por que passam tais animais antes de chegar às suas mesas. Em outras palavras, vale a velha máxima: "o que os olhos não vêem, o coração não sente".

A relação seres humanos-animais pode ser tratada sob inúmeros aspectos: tráfico de animais; alimentação rica em proteína animal; uso de animais em ensino e pesquisa; uso de animais em circos, rodeios, etc, animais de rua, e muitas outras. A questão dos animais de rua é sem dúvida um dos principais focos de atuação da maior parte das ONGS que têm como objetivo o amparo e a proteção dos animais, e é um problema muito mais visível, pois os animais abandonados estão sofrendo diante de nossos olhos. Esse problema é, entretanto, apenas a "ponta do iceberg", quando se trata da relação entre nós e os animais.

Além dos inúmeros problemas sociais e ambientais antes apontados, cada vez que nos sentamos à mesa estamos compactuando, ou não, com a exploração e sofrimento de milhares de animais. Embora esse sofrimento não esteja diante de nossos olhos, a verdade é que diversos outros seres sencientes, isto é - capazes de experimentar prazer, dor e outras sensações -, passam suas breves vidas confinados em condições deploráveis para depois serem abatidos e nos servir de alimento. Porcos, frangos, bezerros, perus e muitos outros animais são brutalmente mutilados antes de virar comida: seus rabos e bicos são cortados ou queimados para evitar o canibalismo e/ou para que não possam escolher parte de seu alimento; são castrados sem anestesia; são transportados para os matadouros sem água ou alimento suportando temperaturas extremas, etc. O sofrimento pode ser tanto que em muitos casos - como o dos bezerros criados para produzir vitela -, o abate, ou seja a morte, é quase que uma redenção, já que marca o fim de uma vida absolutamente miserável. Há ainda muitas outras formas de sofrimento impostas a animais que não são criados em cativeiro como a separação entre mães e filhotes, a separação de rebanhos, as marcas com ferro em brasa, e outros sacrifícios que não levam em consideração os interesses dos animais, como argumenta o filósofo Peter Singer.

Mas será correto submetermos seres sencientes a todo esse sofrimento para deles tomamos carne, ovos, leite ? Serão os animais nossos companheiros de jornada na Terra, ou meros recursos para nos servir e atender nossos desejos hedonistas ? A triste realidade é que em nossa sociedade os animais estabulados e de granja deixam de ser seres vivos e se tornam meros objetos, no caso, meros containers de proteína. É patético pensar, por exemplo, que a idade em que porquinhos são abatidos, é a mesma época em que, em outras condições, esses mamíferos inteligentes estariam brincando animadamente, tanto quanto nossos cães e outros animais de estimação. De fato, o mesmo tratamento considerado "normal" ou "aceitável" para muitos animais que nos servem de alimento, é considerado cruel e suficiente para dar voz de prisão, quando aplicado aos nossos animais de estimação. O Decreto Lei 24.645/34, por exemplo, que estabelece medidas de Proteção aos animais, prevê como crime uma série de situações de sofrimento que ocorrem corriqueiramente com animais submetidos a processos de produção industrial, mas isso jamais impediu que tais sofrimentos fossem impostos aos animais.

Se tratamos cães e gatos com carinho e amor, mas não nos sensibilizamos com o sofrimento de outros animais, estamos sendo injustos. Não somos mais caçadores-coletores e temos à nossa disposição uma ampla variedade de fontes de proteína que nos garantem uma alimentação balanceada. Portanto, pelo menos no que diz respeito à maior parte da população urbana do mundo, a carne e outras formas de proteína animal podem ser consideradas um luxo já que é possível prescindir de seu consumo. O tratamento diferente que damos a cães e porcos, por exemplo, fere o princípio ético da igualdade, entendida como igual consideração de interesses. Ser passível de sofrimento é a característica que diferencia os seres que têm interesses - os quais deveríamos considerar -, dos que não os têm. Enfim, a condição de "senciente" é suficiente para que um ser vivo seja considerado dentro da esfera da igual consideração de interesses.

Paula Brügger
Por que protetores de animais comem animais?
"Palestra proferida do 36 Congresso Vegetariano Mundial"

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Meus amores felinos


Desde que me conheço por gente sempre amei animais. Não sei explicar a razão mas o meu relacionamento com os felinos sempre foi muito especial. Parece que já nasci abraçada num gatinho, e foram tantos no decorrer da minha vida...

Alguns nasceram aqui em casa, outros foram deixados na frente de casa e outros tantos vieram pela fome, encontraram comida, carinho e acabaram ficando...

Fiquei alguns anos sem gatos aos meus cuidados, embora minha irmã, também gateira, continuasse cuidando deles. Foi o período que os meus gêmeos eram pequenos e era uma correria tão louca que não conseguia tempo para dar a atenção que os bichinhos mereciam. Porém, há sete anos atrás, meus filhos chegaram com uma linda branquelinha abandonada filhotinha, era a Taylor, nome dado por eles a essa linda da foto. Depois dela muitos outros... Hoje a família é formada por quinze gatos e mais seis cachorros que estão com a minha irmã.

Os animais são as coisas mais maravilhosas que alguém pode ter, infelizmente são seres extremamente maltratados. Por isso, prá tentar ajudar de alguma forma, tornei-me voluntária da AAPA (Associação dos Amigos e Protetores dos Animais de Cruz Alta), uma entidade formada há mais de cinco anos por um grupo de amigas iluminadas que decidiram tomar uma atitude contra os maus-tratos existentes com os animais em Cruz Alta (RS), minha cidade. Minha chegada na AAPA é recente, meu trabalho como protetora era feito anteriormente somente com a minha irmã, com os nossos próprios recursos. Mas chega um momento que é preciso fazer mais, e o convite da Patrícia, membro da AAPA, para eu ser voluntária veio no momento certo. Escreverei mais sobre a AAPA no decorrer dos dias.


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